O luto é um processo de angustia resultado numa perda significativa na vida de milhões de pessoas em todo mundo.

Trata-se de um processo de elaboração e resolução de uma perda pelo qual todos passam em algum momento da vida.

Pode constituir um processo de evolução normal de dor, podendo também evoluir para um estado psicopatológico. Pode dizer-se que existe em certo amadurecimento e aprimoramento do carácter da personalidade do indivíduo, no entanto as dificuldades podem significar e resultar em complicações médicas e/ou psiquiátricas.

Segundo Kubler Ross, a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação, são essencialmente um referencial para o trabalho psicoterapêutico.

Na maior parte dos casos, o luto é alvo de preocupação quando o quadro gera sintomas que sugerem exagero no sofrimento e prejuízo na vida como: abandonar emprego, escola, namoro ou casamento, não conseguir se preocupar com seus filhos ou com suas contas, emagrecer ou engordar significativamente, assim como reações sintomáticas frequentes e intensas, como desmaios, taquicardias, dores diversas.

O acompanhamento psiquiátrico, psicoterapêutico, os grupos de ajuda são uma ferramenta com elevada eficácia na intervenção ao processo de luto.

Jogo patológico é uma perturbação psiquiátrica, pode ser definido pela persistência e recorrência do comportamento de apostar em jogos de sorte e azar, apesar de prejuízos em diversas áreas da vida decorrentes dessa atividade.

A análise sobre a atividade de jogar pode detetar precocemente esse transtorno.

A par de outros quadros de adição, o Jogo patológico é também classificada como uma perturbação dos impulsos, uma atividade obsessiva-compulsiva.

Denota-se na sociedade a exploração comercial do jogo e a expressão do jogo patológico tem aumentado na população.

Do ponto de vista clínico pode definir-se como uma dependência sem substância psicoativa, apresenta-se com as características psicopatológicas de grande similitude com todas as dependências, pelo que o modelo de intervenção do tipo de autoajuda parece constituir uma ferramenta de largo espectro para o tratamento e recuperação deste tipo de pacientes.

Jogadores patológicos devem ser encorajados a procurar ajuda de tratamento adequado.

As drogas são definidas como toda substância, natural ou não, que modifica as funções normais de um organismo.

As drogas, como cocaína, crack e ecstasy, podem afetar o funcionamento do coração, fígado, pulmões e até mesmo o cérebro, sendo muito prejudicial à saúde. Além disso o consumo de uma dose excessiva pode levar à morte devido à overdose que pode causar parada cardíaca e respiratória.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), define como dependência de substâncias, um conjunto de reações fisiológicas, cognitivas e comportamentais, desencadeadas após a repetição do consumo de uma substância psicoativa, por norma, relacionadas, por um lado, com um desejo e uma vontade forte de consumir a substância e, por outro lado, uma enorme dificuldade em evitar esse consumo, apesar de conhecer as consequências do mesmo.

Apesar da gravidade deste tipo problemas, existe solução para a sua resolução, mas não em estratégias mágicas e rápidas. Isto porque o individuo não ficou dependente/adito ao álcool ou drogas em duas semanas, também não se recuperará em duas semanas. É um processo que vai demorar muito tempo, meses, às vezes anos ou até a vida inteira em recuperação.

Muitos são os caminhos para a recuperação. O Modelo Minnesota é um método terapêutico que tem anos de experiência, tradição e resultados.

Na maior parte dos países trata-se de uma droga lícita, muito embora seja uma droga psicoativa do tipo depressora e haja restrições para o seu consumo a diversos níveis, especialmente no que tange a idade legal para seu consumo.

O álcool, a par de outras drogas legais, esta é a que mais frequentemente causa dependência, sendo que no nosso país calculam-se mais de 500 mil dependentes de álcool e cerca de 70 mil dependentes de drogas ilícitas.

As consequências dos consumos excessivos de álcool têm graves consequências, não apenas na etiologia da dependência, mas também em elevadas taxas de mortalidade, mais de 6 mil mortos por ano, por acidentes rodoviários, de trabalho e de cirrose hepática. A elevada morbilidade, mais de 60 doenças estão diretamente relacionadas com o álcool.

É sabido que os consumos de bebidas alcoólicas são tolerados e aceites socialmente, apesar das graves consequências para o indivíduo e para a família, e os consumos de drogas ilícitas são mais reprováveis socialmente.

As estatísticas referem que as mortes violentas, particularmente o suicídio e homicídio estão mais fortemente correlacionadas com os consumos de álcool, do que com as drogas ilícitas, contudo existe mais medo social das drogas do que do álcool.

O tratamento à adição ao álcool é possível e, a par de outras drogas, sugere-se que o pedido de ajuda seja feito com a maior brevidade possível, de forma a diminuir os danos e consequências do uso.

A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história.

Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Um em cada cinco utentes dos cuidados de saúde primários portugueses encontra-se deprimido no momento da consulta.

A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis, entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.

A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza marcada e prolongada, perda de interesse por atividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado..

OS SINTOMAS MAIS COMUNS DA DEPRESSÃO SÃO:

  • Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
  • Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
  • Fadiga, cansaço e perda de energia;
  • Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
  • Falta ou alterações da concentração;
  • Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
  • Desinteresse, apatia e tristeza;
  • Alterações do desejo sexual;
  • Irritabilidade;
  • Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.

Na abordagem aos sintomas é imprescindível o acompanhamento médico, psicoterapêutico, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado. Normalmente, o tratamento passa pelo uso de medicamentos, de intervenções psicoterapêuticas, terapias de grupo ou da conjugação de ambas.